A
Transpantaneira foi construída na década de 1970 pelo governo militar, ao mesmo tempo em que construiu a Rodovia Transamazônica e a BR-163 interestadual que liga Cuiabá a Santarém no estado de Pará. A Rodovia Transpantaneira liga Poconé em Mato Grosso a Corumbá em Mato Grosso do Sul.

Foi construída originalmente para servir como uma boiadeira, uma estrada para o transporte do gado local para as fábricas de processamento de carne no sul do país, eliminando as grandes marchas de gado tradicionais, conhecidas por ser realizadas durante os séculos. Nesta época, o Pantanal foi o maior produtor de gado do país atingindo as quantidades de até um milhão de cabeças.

O projeto foi concebido pelo Dr. Gabriel Muller, um engenheiro agrônomo com um conhecimento profundo da região do Pantanal. Naquela época, ele também foi o diretor da CODEMAT (Companhia do Desenvolvimento de Mato Grosso). Um empresário, que também era proprietário duma grande área de terras no Pantanal e bem ligado ao governo militar, também incentivou a construção desta estrada. Aproveitando-se da falta de controle ambiental, ele construiu uma fazenda grande com aterros feitos por máquinas grandes e alterou o curso dos rios para o seu próprio benefício, enquanto que prejudicou inúmeras famílias pantaneiras.

Em 1977, quando o território de Mato Grosso foi dividido em dois estados, criando assim Mato Grosso do Sul, a rodovia já tinha chegado às margens do Rio Cuiabá, 145 km ao sul de Poconé, como permanece até hoje. Com 122 pontes para o escoamento durante as enchentes, não segue as regras normais das estradas existentes, que são construídas nas partes mais altas do terreno.

A estrada foi construída através da criação de valas de empréstimos ao longo dos lados; a terra foi removida para aumentar a elevação da estrada. Estas valas acumulam água, mesmo na estação seca, transformando-se em reservas de peixes e atraindo aves, répteis e outros animais.

A melhor época do ano para visitar é de maio a outubro, quando as chuvas pararam e a flora e fauna são exuberantes. De novembro a abril, na época das cheias, é mais difícil o acesso as estradas secundárias da Transpantaneira, e quando há menos fauna a ver, a flora aquática é esplêndida.
