O Pantanal é um
paraíso da pesca na água doce. Da sua área total de 147.574 km2, é estimado que o Pantanal tem uma média da área inundada de 43.000 km2, o que aumenta durante a estação chuvosa. Estima-se que cerca de 400 espécies de peixes vivem na região, onde os peixes são um importante recurso ecológico e social. Devido à grande variedade de métodos de alimentação e de reprodução dos peixes, o Pantanal apresenta uma grande abundância diversa de espécies. A pesca esportiva é uma das razões que os turistas visitam a região.
Os peixes do Pantanal são de grande valor ecológico importante, pois sustentam muitas cadeias alimentares. A abundância de aves como as jaburus, as cabeças-secas e as garças está diretamente relacionada à abundância de peixes que lhes servem de alimento. Grandes grupos de aves podem ser vistos em enseadas, planícies e baías, onde as aves podem facilmente encontrar os peixes em grandes quantidades. Os peixes também servem de alimento para as lontras e ariranhas, as espécies que estão ameaçadas de extinção nas outras regiões do Brasil, mas ainda desfrutam de uma estabilidade relativa no Pantanal. Na temporada da piracema, é comum observar os jacarés no meio dos rios durante o dia alimentando-se das curimbatás que nadam o rio acima para desovar. À noite, os jacarés encontram-se nas margens do rio ruidosamente atacando cardumes de peixes que estão alimentando-se.
O fator principal para a exuberância e a abundância de peixes no Pantanal é a inundação anual. Os anos de alta inundação significam um excedente de pescado e, inversamente, os anos de baixa inundação significam um rendimento baixo. Ao longo do ciclo anual de enchentes e secas, os peixes migram rio acima para desovar, um fenômeno popularmente conhecido como piracema. Geralmente os primeiros cardumes começam a formar-se em julho e agosto e em outubro já estão organizados, têm ovos bem desenvolvidos, e podem ser encontrados nas correntes médias dos rios tributários do Pantanal, como o Cuiabá, o Paraguai, o Coxipó, o Manso, etc. Em dezembro, eles chegam aos nascentes, onde, geralmente, durante ou após uma boa chuva, desovam. Geralmente isso pode ser detectado pelos grunhidos que os machos produzem quando perseguiam as fêmeas, como é o caso do curimbatá.
Após a desova, eles retornam a jusante e em fevereiro e março podem ser encontrados nas partes alagadas da planície do Pantanal, magros e raquíticos. Eles permanecem nesses locais até abril ou maio alimentando-se em abundância, para que quando eles retornam para o rio o ano seguinte, eles estão em condições máximas, com o acúmulo da gordura necessária para fazer a migração rio acima e ficar prontos para reproduzir novamente. As larvas e os alevinos também permanecem nas áreas de inundação, onde encontram o abrigo e o alimento. Os peixes podem ser encontrados em diferentes ambientes aquáticos do Pantanal, que vão desde rios a corixos (riachos temporários, com um curso definido que pode ou não secar, dependendo da altura das cheias), em vasantes (riachos temporários sem um curso definido que formam-se no período de cheia), e em baías (a nomenclatura regional para lagos e lagoas).
Algumas das espécies de peixes mais populares do esporte estão listados abaixo:
- Armado (Pterodoras granulosus)
- Bagre (Pimelodus ornatus)
- Barbado (Pirinampus pirinampu)
- Cachara (Pseudoplatystoma fasciatum)
- Cachorro (Rhaphiodon vulpinus)
- Corvina (Plagioscion ternetzi)
- Curimbatá (Prochilodus lineatus)
- Dourado (Salminus maxillosus)
- Dourado-cachorro (Acestrorhynchus pantaneiro)
- Jaú (Paulicea luetkeni)
- Jurupoca (Hemisorubim platyrhynchos)
- Jurupensen (Sorubim lima)
- Lambari (Astyanax fasciatus)
- Mandi (amarelo) (Pimelodus maculatus)
- Manguruyú (Zungaro zungaro)
- Oscar (Astronotus ocellatus)
- Pacu (Piaractus mesopotamicus)
- Pacu-peba (Mylossoma orbignyanum ou Myloplus levis)
- Palmito (Ageneiosus brevifilis)
- Piau (Leporinus friderici)
- Piavuçu (Leporinus macrocephalus)
- Pintado (Pseudoplatystoma corruscans)
- Piranha (Serrasalmus spilopleura, Serrasalmus marginatus ou Pygocentrus ternetzi)
- Piraputanga (Brycon microlepis)
- Surubim (Pseudoplatystoma fasciatum)
- Traira (Hoplias malabaricus)
- Tucunaré (Cichla temensis)
A Piraputanga e o Dourado, que pode pesar até 30 quilos no Pantanal, são as pescas mais populares aqui, mas o Pintado, a Traíra e o Pacú, que é um peixe de formato redondo que gosta de comer os frutos das figueiras e das árvores inga que crescem nas margens do rio, também são abundantes e populares. As Piranhas são endêmicas da região e são deliciosas e afrodisíacas.
Como indicado acima, como em novembro a maioria dos peixes começam a nadar contra a correnteza para desovar, a pesca é proibida entre novembro e março. Portanto, é nos outros meses do ano que
Pantanal Jaguar Expeditions terá o prazer de levar-lo a pescar nos rios do Pantanal, em locais onde grandes peixes são abundantes.
Incluído nas nossas excursões de pesca:
Transporte do aeroporto para o hotel.
Um hotel confortável no Pantanal com café da manhã, almoço e jantar.
Barco, isca, água, cerveja, caipirinha e um motorista para o barco.
Quem compra uma excursão de pesca esportiva com
Pantanal Jaguar Expeditions terá um safári jaguar gratuito incluído no seu pacote turístico.
O que você deve trazer:
Equipamentos de pesca
Chapéu de chuva
Vestuário: Roupa confortável de esporte, jeans, camisa de manga comprida, camiseta, maiô, óculos de sol, protetor solar, repelente para insetos, binóculos, máquina fotográfica, lanterna, sapatas do esporte (tênis) ou botas.
Não incluído no tour:
Vôos
Seguro de acidente, de saúde e de viagem (incluindo o seguro contra a perda de bagagem)
Vacinação contra a febre amarela
O preço para um pacote turístico regular de 5 dias e 4 noites, incluindo um safári jaguar, está na nossa página dos
Preços.
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